Álvaro de Campos


"O histericamente mais histérico de mim" 

Álvaro de Campos nasceu em 15 de Outubro de 1890, estudou engenharia mecânica e naval e teve uma educação vulgar de Liceu. É o poeta da modernidade,  vanguardista e cosmopolita. É um observador do quotidiano da cidade através de seu desencanto. É considerado o heterônimo mais próximo de Fernando Pessoa e o mais apaixonante de todos pois, segundo Pessoa: “dei a campos a emoção que nunca dei a mim e nem a minha vida”.

Esse heterônimo surge quando Fernando Pessoa sente “um impulso para escrever”. O próprio Pessoa considera que Campos se encontra no "extremo oposto, inteiramente oposto, a Ricardo Reis”, apesar de ser também ser um discípulo de Caeiro. Para ele, a sensação é tudo. O sensacionismo faz da sensação a realidade da vida e a base da arte. O eu-lírico do poeta tenta integrar e unificar tudo o que tem ou teve existência ou possibilidade de existir.

Cantor do mundo moderno, o poeta procura incessantemente “sentir tudo de todas as maneiras”, seja a força explosiva dos mecanismos, seja a velocidade, seja o próprio desejo de partir. Campos tanto celebra, em poemas de estilo torrencial, amplo, delirante e até violento, a civilização industrial e mecânica, como expressa o desencanto do quotidiano citadino, adotando sempre o ponto de vista do homem da cidade.



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