Ricardo Reis nasceu em Porto, Portugal, no dia 19 de
setembro de 1887. Estudou em colégio de jesuítas e formou-se em medicina. Era
monarquista e exilou-se no Brasil, em 1919, por discordar da Proclamação da
República Portuguesa. Foi profundo admirador da cultura clássica, tendo
estudado latim, grego e mitologia.
É a personalidade que se identifica com os clássicos da
Antiguidade. Seu espírito reflete a doutrina de Epicuro, caracterizada pela
identificação do bem soberano com o prazer, o qual há de ser encontrado na
prática da virtude e na cultura do espírito. A obra desse heterônimo é a ode
clássica, cheia de formalismo e princípios aristocráticos. O poeta latino
Horácio foi um grande inspirador de sua poesia, principalmente no que diz
respeito à filosofia de carpe diem, isto é, usufruir do momento, como também no
uso de gerúndios, imperativos e inversões de sintaxe, como os hipérbatos.
Suas primeiras foram publicadas na revista Athena, fundada
por Fernando Pessoa em 1924. Entre 1927 e 1930, publicou várias Odes na revista
Presença, de Coimbra. A ideia desenvolvida em sua obra faz parte do pensamento
Greco-romano: clareza, equilíbrio, as boas formas de viver, o prazer, a
serenidade. Além do epicurismo, possuía o estoicismo também como influência,
que propõe a aceitação do acontecimento das coisas e a rejeição às emoções e
sentimentos exacerbados.
Em sua biografia não consta a data da morte de Ricardo
Reis, mas o escritor José Saramago em seu livro "O Ano da Morte de Ricardo
Reis", situou-a em 1936.
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